Tudo o que um lápis pode conter
Espaço de partilha sobre as actividades de Expressão como Actividades Globalizantes e Interdisciplinares fundamentais no desenvolvimento da criança. Teve por base a acção de formação que já partilhei ao longo de alguns anos, mas pretende-se ir mais além...Compreender a arte da criança, simplesmente respeitando-a, nesse acto individualizado de expressão
livre, que só a si lhe pertence e como tal deve ser respeitado. Espaço ainda para a literatura infantil como mediador e receptor da expressão livre e espaço para a arte em geral!
segunda-feira, 1 de março de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
ILUSTRARTE 09 – IV Bienal Internacional de Ilustração para a Infância
Sala de Exposições do Museu da Electricidade
12 FEV | 31 de MAR
TER|DOM 10h|18h
A partir de dia 13 de Fevereiro, no Museu da Electricidade, poderá ser vista a exposição da ILUSTRARTE 09 – IV Bienal Internacional de Ilustração para a Infância, certame do qual a Fundação EDP é Mecenas Exclusivo.
Nesta 4ª edição da bienal, 1400 ilustradores de 61 países enviaram as suas ilustrações a concurso. Um júri internacional de grande prestígio, (Wolf Erlbruch (ilustrador e designer, alemão, medalha Andersen 2006), Susanne Janssen, (ilustradora, alemã, vencedora da Ilustrarte 07), Brigitte Morel (editora, francesa), Jorge Silva (director de arte, português) e os Storytailors (estilistas de moda, portugueses), decidiu atribuir o Prémio ILUSTRARTE 09 à ilustradora belga Isabelle Vandenabeele e duas menções especiais aos trabalhos do ilustrador francês Martin Jarrie e da dupla de ilustradores italianos Alessandra Panzeri e Alessandro Lecis.
As imagens vencedoras ilustram um conto baseado no quadro “Prólogo de um amor partido” do pintor belga Edgar Tutgat (Medaillon, 2007). São imagens poderosas de uma grande força plástica, realizadas em xilogravura bem ao estilo que Isabelle Vandenabeele já nos habituou.
A lista dos ilustradores seleccionados inclui ainda os portugueses Daniel Lima, Teresa Lima, André Letria, Ana Sofia Gonçalves, João Vaz de Carvalho e Gémeo Luís. Importa salientar que o grande número de participantes, a diversidade de linguagens estéticas e a elevada qualidade dos trabalhos a concurso tornaram extremamente difícil o processo de selecção.
Para além das 150 ilustrações seleccionadas, a exposição inclui ainda dois outros núcleos: Uma exposição retrospectiva da obra do ilustrador alemão Wolf Erlbruch e um olhar sobre a obra da escritora Luísa Ducla Soares no momento da publicação do seu centésimo livro.
Está previsto um programa de visitas guiadas e ateliês dirigido a famílias e escolas dos vários graus de ensino.
A ILUSTRARTE atinge assim, uma vez mais, os seus objectivos: criar um espaço de encontro e de discussão da melhor ilustração para a infância internacional, colocando Portugal na rota dos grandes eventos internacionais nesta área.
Comissários: Ju Godinho e Eduardo Filipe
www.ilustrarte.net
Sala de Exposições do Museu da Electricidade
12 FEV | 31 de MAR
TER|DOM 10h|18h
A partir de dia 13 de Fevereiro, no Museu da Electricidade, poderá ser vista a exposição da ILUSTRARTE 09 – IV Bienal Internacional de Ilustração para a Infância, certame do qual a Fundação EDP é Mecenas Exclusivo.
Nesta 4ª edição da bienal, 1400 ilustradores de 61 países enviaram as suas ilustrações a concurso. Um júri internacional de grande prestígio, (Wolf Erlbruch (ilustrador e designer, alemão, medalha Andersen 2006), Susanne Janssen, (ilustradora, alemã, vencedora da Ilustrarte 07), Brigitte Morel (editora, francesa), Jorge Silva (director de arte, português) e os Storytailors (estilistas de moda, portugueses), decidiu atribuir o Prémio ILUSTRARTE 09 à ilustradora belga Isabelle Vandenabeele e duas menções especiais aos trabalhos do ilustrador francês Martin Jarrie e da dupla de ilustradores italianos Alessandra Panzeri e Alessandro Lecis.
As imagens vencedoras ilustram um conto baseado no quadro “Prólogo de um amor partido” do pintor belga Edgar Tutgat (Medaillon, 2007). São imagens poderosas de uma grande força plástica, realizadas em xilogravura bem ao estilo que Isabelle Vandenabeele já nos habituou.
A lista dos ilustradores seleccionados inclui ainda os portugueses Daniel Lima, Teresa Lima, André Letria, Ana Sofia Gonçalves, João Vaz de Carvalho e Gémeo Luís. Importa salientar que o grande número de participantes, a diversidade de linguagens estéticas e a elevada qualidade dos trabalhos a concurso tornaram extremamente difícil o processo de selecção.
Para além das 150 ilustrações seleccionadas, a exposição inclui ainda dois outros núcleos: Uma exposição retrospectiva da obra do ilustrador alemão Wolf Erlbruch e um olhar sobre a obra da escritora Luísa Ducla Soares no momento da publicação do seu centésimo livro.
Está previsto um programa de visitas guiadas e ateliês dirigido a famílias e escolas dos vários graus de ensino.
A ILUSTRARTE atinge assim, uma vez mais, os seus objectivos: criar um espaço de encontro e de discussão da melhor ilustração para a infância internacional, colocando Portugal na rota dos grandes eventos internacionais nesta área.
Comissários: Ju Godinho e Eduardo Filipe
www.ilustrarte.net
sábado, 20 de fevereiro de 2010

A área de expressão e comunicação engloba as aprendizagens relacionadas com o desenvolvimento psicomotor e simbólico que determinam a compreensão e o progressivo domínio de diferentes formas de linguagem. Esta é a única área em que se distinguem vários domínios. Domínios que se consideram dever estar intimamente relacionados, porque todos eles se referem à aquisição e à aprendizagem de códigos que são meios de relação com os outros, de recolha de informação e de sensibilização estética, indispensável para a criança representar o seu mundo interior e o mundo que a rodeia.
Numa idade em que as crianças ainda se servem muitas vezes do imaginário para superar lacunas de compreensão do real, importa que a educação pré – escolar proporcione situações de distinção entre o real e o imaginário e forneça suportes que permitam desenvolver a imaginação criadora como procura e descoberta de soluções e exploração de diferentes “mundos”.
(orientações curriculares para o pré – escolar pág:56).
O domínio das diferentes formas de expressão implica diversificar as situações e experiências de aprendizagem, de modo a que a criança vá dominando e utilizando o seu corpo e contactando com diferentes materiais que poderá explorar, manipular e transformar de forma a tomar consciência de si próprio na relação com os objectos.
(Orientações Curriculares para o Pré – Escolar pág:58)
Etiquetas:
expressão,
orientações curriculares
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Almada Negreiros
A flor
Pede-se a uma criança. Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas. Uma flor!
As pessoas não acham parecidas essas linhas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!
A flor
Pede-se a uma criança. Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas. Uma flor!
As pessoas não acham parecidas essas linhas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!
domingo, 14 de fevereiro de 2010

Evolução do desenho Infantil (Parte IV)
Trabalhos de Liliane Lurçat (1985), dão-nos uma perspectiva diferente das anteriores descrições, sobre a evolução do desenvolvimento da expressão gráfica.
Esta autora distingue três níveis, sendo o primeiro o nível motor (dos dezasseis meses aos dois anos), os traços impulsivos são o resultado da actividade motora ainda não controlada, executados indiferentemente por ambas as mãos. Surgem segmentos de recta e curvas no sentido da rotação (perto dos vinte e um meses). Perto dos dois anos já efectua um círculo alongado, com o domínio do controle dos movimentos próximos, depois distantes, permitindo uma evolução progressiva no que vai desenhar.
O segundo nível, o perceptivo, é considerado como o período de aperfeiçoamento do controle visual - motor. Primeiro começa pelo controle mão -olho, através de um traço já produzido, passando posteriormente para o inverso, olho - mão, sendo agora a mão guiada pelo olho de um traço a outro, anteriormente realizado, num melhoramento progressivo do "girino".
O controle global corresponde à realização de desenhos nos dois sentidos da curvatura, o positivo e o negativo.
Neste nível surge a função simbólica nas primeiras figuras, onde já se verifica convergência de actividade verbal e gráfica.
No terceiro nível, o da "representação" que surge entre os três e os quatro anos, começa a surgir a objectivação do grafismo. A principal manifestação é a distinção entre escrita e desenho que evolui por duas vias, a não figurativa, que não são mais do que formas de exploração de espaço gráfico e a via do figurativo, em que o objecto aparece sob uma forma mais verbal do que representativa, por exemplo, faz um círculo e diz que desenhou o Sol. Existe uma junção do aspecto verbal e gráfico. Surge a redução do objecto a um esquema simplificado, o girino, por exemplo.
Mais tarde, surge o estereótipo e por volta dos 5 anos a criança já conseguirá reproduzir as direcções do espaço objectivo no espaço gráfico, posições de personagens na vertical, horizontal, à frente, atrás, em cima, em baixo, etc.
A partir desta idade o grafismo sofre a influência escolar. A cópia pode ser imediata ou sob a forma de modelo interiorizado.
A evolução do desenho surge na forma como as personagens são orientadas no espaço gráfico e na decoração do seu vestuário, nos detalhes.
A complexidade aumenta entre os 6 e os 7 anos. Surge a profundidade, as relações de tipo frente, trás, perto, longe.
Por volta dos 6-7 anos as crianças não gostam que os adultos se intrometam. No entanto os pais deverão dar muito apoio e ajudar os filhos a organizarem-se. O desenvolvimento da personalidade assume uma grande importância nesta idade, daí ser necessário adultos compreensivos e sensíveis.
A criança atravessa um período maravilhoso, Fonseca (1990) refere que a energia e o entusiasmo são expressos de maneira positiva e não de maneira negativa. Verifica-se também um retorno considerável às actividades de colorir e recortar. Por volta dos 6 anos a criança tende a relacionar-se profundamente com os adultos que a rodeiam. Aos 7 anos muitas crianças já manifestam uma certa serenidade. Surge o momento de ordenar a experiência acumulada e de relacionar experiências novas com as antigas, daí ser, na opinião de Fonseca (1990), uma idade assimilativa, isto é, tem consciência de si própria e também dos outros e é também muito sensível às atitudes das outras pessoas. É importante para o desenvolvimento da criança, a vida em grupo. Deste modo, o trabalho de grupo serve como meio de promover a interacção social. Lima (1995) concorda que este método de trabalho contribui para a socialização da criança, alegando que uma vivência em grupo desenvolve hábitos sociais, auto disciplina e responsabilidade.
O segundo nível, o perceptivo, é considerado como o período de aperfeiçoamento do controle visual - motor. Primeiro começa pelo controle mão -olho, através de um traço já produzido, passando posteriormente para o inverso, olho - mão, sendo agora a mão guiada pelo olho de um traço a outro, anteriormente realizado, num melhoramento progressivo do "girino".
O controle global corresponde à realização de desenhos nos dois sentidos da curvatura, o positivo e o negativo.
Neste nível surge a função simbólica nas primeiras figuras, onde já se verifica convergência de actividade verbal e gráfica.
No terceiro nível, o da "representação" que surge entre os três e os quatro anos, começa a surgir a objectivação do grafismo. A principal manifestação é a distinção entre escrita e desenho que evolui por duas vias, a não figurativa, que não são mais do que formas de exploração de espaço gráfico e a via do figurativo, em que o objecto aparece sob uma forma mais verbal do que representativa, por exemplo, faz um círculo e diz que desenhou o Sol. Existe uma junção do aspecto verbal e gráfico. Surge a redução do objecto a um esquema simplificado, o girino, por exemplo.
Mais tarde, surge o estereótipo e por volta dos 5 anos a criança já conseguirá reproduzir as direcções do espaço objectivo no espaço gráfico, posições de personagens na vertical, horizontal, à frente, atrás, em cima, em baixo, etc.
A partir desta idade o grafismo sofre a influência escolar. A cópia pode ser imediata ou sob a forma de modelo interiorizado.
A evolução do desenho surge na forma como as personagens são orientadas no espaço gráfico e na decoração do seu vestuário, nos detalhes.
A complexidade aumenta entre os 6 e os 7 anos. Surge a profundidade, as relações de tipo frente, trás, perto, longe.
Por volta dos 6-7 anos as crianças não gostam que os adultos se intrometam. No entanto os pais deverão dar muito apoio e ajudar os filhos a organizarem-se. O desenvolvimento da personalidade assume uma grande importância nesta idade, daí ser necessário adultos compreensivos e sensíveis.
A criança atravessa um período maravilhoso, Fonseca (1990) refere que a energia e o entusiasmo são expressos de maneira positiva e não de maneira negativa. Verifica-se também um retorno considerável às actividades de colorir e recortar. Por volta dos 6 anos a criança tende a relacionar-se profundamente com os adultos que a rodeiam. Aos 7 anos muitas crianças já manifestam uma certa serenidade. Surge o momento de ordenar a experiência acumulada e de relacionar experiências novas com as antigas, daí ser, na opinião de Fonseca (1990), uma idade assimilativa, isto é, tem consciência de si própria e também dos outros e é também muito sensível às atitudes das outras pessoas. É importante para o desenvolvimento da criança, a vida em grupo. Deste modo, o trabalho de grupo serve como meio de promover a interacção social. Lima (1995) concorda que este método de trabalho contribui para a socialização da criança, alegando que uma vivência em grupo desenvolve hábitos sociais, auto disciplina e responsabilidade.
EC
Bibliografia:
Fonseca, A. F. (1990) . A psicologia da criatividade. Lisboa: Escher.
Lima, I. (1995) . Atelier de pintura - um espaço para a expressão livre.
Integrar, 6, 46 - 50.
Lurçat, L. (1985) . Realisme et modèle interne: A propos du dessin de l' enfant.
Bulletin de Psychologie ,XXXVIII, 369, 231-241.
Fonseca, A. F. (1990) . A psicologia da criatividade. Lisboa: Escher.
Lima, I. (1995) . Atelier de pintura - um espaço para a expressão livre.
Integrar, 6, 46 - 50.
Lurçat, L. (1985) . Realisme et modèle interne: A propos du dessin de l' enfant.
Bulletin de Psychologie ,XXXVIII, 369, 231-241.
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