Tudo o que um lápis pode conter
Espaço de partilha sobre as actividades de Expressão como Actividades Globalizantes e Interdisciplinares fundamentais no desenvolvimento da criança. Teve por base a acção de formação que já partilhei ao longo de alguns anos, mas pretende-se ir mais além...Compreender a arte da criança, simplesmente respeitando-a, nesse acto individualizado de expressão
livre, que só a si lhe pertence e como tal deve ser respeitado. Espaço ainda para a literatura infantil como mediador e receptor da expressão livre e espaço para a arte em geral!
terça-feira, 7 de junho de 2016
quinta-feira, 2 de junho de 2016
terça-feira, 31 de maio de 2016
sexta-feira, 13 de maio de 2016
quinta-feira, 7 de abril de 2016
domingo, 22 de novembro de 2015
AFINAL O ÍBIS…
O recente espetáculo da Associação Andante transporta um
esquisito pássaro, o Íbis. Partindo do poema de Fernando Pessoa, (encenação de
Fernando Ladeira, música de Joaquim Coelho e imagem de Mafalda Milhões) ele, o Íbis, poisa na nossa imaginação através
da interpretação de Cristina Paiva, no voo de palavras esquisitas e outras mais
familiares do nosso quotidiano.
Dizem que é um espetáculo de promoção de
leitura para bebés, mas é muito mais que isso. É um voo, também, ao imaginário
infantil dos adultos, dando colo às nossas sensações, de modo primoroso com pormenores ao
detalhe, com alguma previsibilidade que se deseja no embalo da circularidade
narrativa. As imagens poéticas estão patentes nas ilustrações e adereços, como em todo o
registo cénico do espetáculo, o ritmo das palavras e pseudo palavras
transportam-nos na sua musicalidade desejando que o espetáculo se repita vezes
sem conta. “Há que bom que era”.
Há pessoas assim, “esquisitas” de “propriedade notável” que
nos conseguem encantar levando-nos ao colo da forma mais poética possível. Esquisito?
Não!
É um encanto de espetáculo.
Elvira Cristina Silva
Fotos de Associação Andante
sexta-feira, 15 de maio de 2015
A IMPORTÂNCIA DA LEITURA DE HISTÓRIAS NO PRÉ-ESCOLAR
A IMPORTÂNCIA
DA LEITURA DE HISTÓRIAS NO PRÉ-ESCOLAR
11 de Maio de 2015 · by Up To Lisbon Kids · in Educação. ·
“A leitura de histórias não só apoia a construção de sentido em
torno da escrita, como também enriquece a interacção da criança com a leitura”
(Mata, 2008, p.80).
Sabia que nas crianças a
aprendizagem sobre a escrita começa precocemente antes de qualquer ensino
formal? Em idade pré-escolar? A criança a partir do momento em que adquire a
linguagem assume um papel central no seu próprio desenvolvimento, pois ela é
activa e participativa no mundo que a rodeia. Ela vai assim construindo o seu
próprio conhecimento à medida que explora o meio em que vive. Tendo isto em
conta, as actividades de leitura e escrita contextualizadas na realidade da
criança constituem-se como actividades de extrema importância, pois permitem
uma fonte de exploração e de tomada de consciência sobre as características do
código escrito. Esta tomada de consciência surge assim que a criança inicia o
contacto com a linguagem escrita.
Diversos trabalhos de investigação sobre a
leitura de histórias têm sido realizados. Estes trabalhos têm vindo a
demonstrar que esta prática assume uma importância central, não só antes
da entrada para o 1ºano – início do ensino formal da aprendizagem da escrita –
como também ao longo da escolarização da criança. É indiscutível e de largo
consenso a importância que a leitura de histórias assume quando se constitui
como uma actividade regular, sendo uma actividade agradável e que proporciona
interacções, vivências, partilha de ideias e de concepções. Ouvir e contar/ler
histórias permite que as crianças interajam enquanto ouvintes e enquanto
contadores de histórias, promovendo em ambos os casos capacidades de ouvinte,
de leitura e de compreensão. É por isso considerada uma actividade rica e
completa. Eis alguns aspectos que a vivência da leitura de histórias promove,
segundo Mata (2008):
o Oportunidade
para ouvir leitura fluente
o Alargamento
de experiências
o Desenvolve
a curiosidade pelos livros
o Aprendizagem
de comportamentos de leitor
o Apoia o
desenvolvimento de conceitos sobre a escrita
Ainda que fora do
contexto escolar, as crianças aprendem muito sobre a escrita através da leitura
de histórias. Aprendem que o mesmo texto aparece associado à mesma mensagem
independentemente de quem o lê – a mensagem é sempre a mesma e aparece sempre
na mesma ordem. A leitura de histórias permite, ainda, que as crianças se
apercebam da orientação da escrita (da esquerda para a direita, e de cima para
baixo) e das relações entre o oral e o escrito (quando o leitor aponta para o
que está a ler), e ainda que as palavras se escrevem sempre da mesma maneira ao
longo do texto, podendo a mesma palavra aparecer várias vezes sempre escrita da
mesma maneira. Por fim, a leitura de histórias facilita o reconhecimento das
letras e dos sinais de pontuação, de uma forma integrada e contextualizada, e
que faz sentido.
Wells (1988, 1991), um
dos primeiros autores nas investigações sobre a leitura de histórias,
debruçando-se na frequência de leitura de histórias, identificou uma associação
positiva entre a frequência e os conhecimentos sobre literacia das crianças aos
5 anos de idade. E identificou igualmente uma maior compreensão na leitura
nestas mesmas crianças aos 7 anos. Nesta mesma linha de investigação, também
Sénéchal e LeFévre (2002) identificaram associações positivas entre os hábitos
de leitura de histórias em crianças de idade pré-escolar com o seu vocabulário
nessas idades, tendo mais tarde avaliado os níveis de leitura dessas mesmas
crianças no 3ºano de escolaridade. Concluiu-se assim que as crianças cujos
hábitos de leitura de histórias eram mais frequentes apresentavam maiores
níveis de leitura no 3ºano.
Os estudos descritos vieram assim enfatizar a
importância da leitura de histórias em idades pré-escolares, sendo esta actividade considerada como importante e
significativa, uma vez que permite e facilita não só o desenvolvimento precoce
de algumas competências de literacia, como também se constitui uma base de
motivação para a aprendizagem da leitura e da escrita, pelo seu carácter
lúdico. Isto porque a partilha precoce com a linguagem escrita cria
oportunidades às crianças de questionarem, de contactarem, de reflectirem, e
obterem respostas e informações sobre a linguagem escrita, que vão permitir uma
maior e melhor compreensão sobre as particularidades, potencialidades, e
funcionalidades do escrito (Mata, 2004). Ler para as crianças é uma das
melhores formas de encorajar a emergência e o desenvolvimento das capacidades
literárias. Estas experiências de leitura têm vindo a mostrar que providenciam
múltiplos benefícios (Zeece, 2007).
A escolha do livro também é
algo a ter em conta e que carece de algum cuidado. Acima de tudo, o livro deverá tratar de um tema que seja
do agrado da criança e que seja igualmente adequado ao seu contexto. Deve
conter imagens coloridas e variadas, e inicialmente devem escolher-se livros
com pouco texto. Mas à medida que a criança progride na leitura, devem escolher-se
livros com texto mais longo, para ouvir, ler e para descobrir sílabas, palavras
e frases (Mata, 2008).
Foi assim exposta a
importância da leitura de histórias, sendo esta uma actividade extremamente
rica, pois permite a relação do oral com o escrito, promovendo nas crianças
capacidades na leitura, de compreensão do escrito e um desenvolvimento ao nível
do vocabulário.
Madalena Ferreira de Lima
| Psicóloga Educacional,
para Up To Lisbon Kids®
para Up To Lisbon Kids®
in:
http://uptolisbonkids.com/2015/05/11/a-importancia-da-leitura-de-historias-no-pre-escolar/
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